Uma sessão para ver se sua ideia para de pé.

Design, IA e pesquisa misturados em tempo real para validar ideias.

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Princípios

O manifesto

  1. O público está na sala não no relatório

  2. A IA barateia o erro não o rigor

  3. Todo protótipo nasce para ser descartado

  4. Ciclo curto e visível vence ciclo longo e polido

  5. A decisão é humana a execução é da IA

  6. Cada rodada registra o protótipo e o motivo

  7. Um roadblock ao vivo é conteúdo não bug

  8. Quem participa como público participa por inteiro

Etapa 0 · antes do ciclo

Coletar

O time tem uma intenção, ainda não tem hipótese. Esta etapa transforma o ruído em fato e produz a primeira hipótese.

Como rodar

  1. O que fazer

    Um instrumento recolhe dores cruas do público: um formulário, um QR na tela ou uma rodada verbal. A pergunta é aberta, sem opção de resposta: "qual a dor que você mais sente agora em [área]?". Depois vem a clusterização ao vivo, o voto na dor que mais pesa e o descarte das que a sala considera fora do tema.

  2. Papel da IA

    Resume as dores cruas em clusters quando são muitas. Quem escolhe a dor que importa é o público, no voto.

  3. Ferramentas

    Um instrumento para recolher dores e um quadro para clusterizar. No piloto FIA, um Google Form e uma planilha.

    Instrumento
  4. Saída esperada

    Uma dor concreta, escrita como um comportamento num contexto. E a primeira hipótese, já dimensionada.

01 2–3 min

Enquadrar

Define a hipótese específica desta rodada, numa frase que dá para testar. "O que acham do produto?" não conta como framing.

Como rodar

  1. O que fazer

    Formular a hipótese numa frase testável e específica. Exemplo: "o público entende o valor da proposta X sem explicação verbal". O facilitador garante que o enquadramento seja específico o suficiente para gerar sinal real.

  2. Papel da IA

    Ajuda a transformar uma intuição vaga numa hipótese testável e específica. Aponta hipóteses já testadas em rodadas anteriores da sessão, para evitar repetição.

  3. Ferramentas

    Quadro ou documento compartilhado. Registro das hipóteses já testadas, para não repetir rodada.

    Onde registrar
  4. Saída esperada

    Uma frase-hipótese testável.

A hipótese tem que caber numa rodada curta.
02 3–5 min

Gerar

Com apoio de LLM, produz o artefato mínimo que testa a hipótese. Ele dura uma rodada e vai fora.

Como rodar

  1. O que fazer

    Gerar o protótipo mínimo que testa a hipótese: uma tela, um fluxo de 3 passos, uma copy de oferta, um mockup, um roteiro de conversa.

  2. Papel da IA

    Gera variações rápidas de copy, layout e fluxo, incluindo várias versões em paralelo quando a rodada pede comparação direta. Antes de expor variações lado a lado, confirme que cada uma testa uma coisa diferente. Três telas que mudam só a cor valem por uma. Reduza a fricção de ferramenta: sintaxe de prompt, formato de saída. Não elimine a fricção de tradução: entender por que a IA devolveu algo diferente do esperado é o próprio aprendizado. Não dê a resposta pronta.

  3. Ferramentas

    Um LLM ou ferramenta de prototipagem rápida: a que o operador dominar. Cada projeto escolhe a sua.

    Feito com um LLM
  4. Saída esperada

    Um protótipo testável. Visual, textual, conversacional ou físico, conforme a hipótese pede.

    Forma do protótipo
Gere o mínimo que testa a hipótese e descarte no fim da rodada.
03 5–8 min

Expor

O protótipo é colocado na frente do público-alvo, ali, ao vivo. O que importa é observar o que o público faz. Pergunta de opinião genérica não serve.

Como rodar

  1. O que fazer

    Dar ao público uma tarefa concreta, sem explicação prévia. Exemplo: "publiquem um item agora, do jeito que vocês entenderem". Observar onde hesitam, o que ignoram, o que perguntam no meio da tarefa. Não pergunte a opinião depois. Se a exposição só rendeu respostas educadas como "legal" ou "faz sentido", ela ainda não aconteceu. Repita com uma tarefa antes de seguir. O protótipo fica congelado durante a exposição. Ajuste no meio contamina o sinal. Mexer no protótipo é assunto da próxima rodada.

  2. Papel da IA

    O papel da IA aqui é mínimo, de propósito: este é o momento humano a humano. No máximo, ela transcreve ou registra. Exceção: se o próprio protótipo testado for uma interface conversacional, aí a IA é o protótipo em teste.

  3. Ferramentas

    O próprio protótipo da rodada, no ar. Ao lado dele, uma tarefa concreta escrita antes de o público chegar.

    Formato do protótipo
  4. Saída esperada

    Observações concretas: o que fizeram, onde travaram, o que perguntaram, o que ignoraram.

Dê uma tarefa concreta e observe o comportamento antes de ouvir opinião.
04 2–4 min

Decidir

O time interpreta as observações e decide: manter, descartar, ou pivotar a hipótese para a próxima rodada.

Como rodar

  1. O que fazer

    Interpretar os padrões observados na exposição e decidir o rumo da próxima rodada, ou fechar a sessão.

  2. Papel da IA

    Resume observações quando há muitos participantes ou sinais simultâneos. Sugere de 2 a 3 hipóteses candidatas para a próxima rodada. A escolha final é do time.

  3. Ferramentas

    Um log de sessão curto: hipótese → mostrado → o que mudou → observado → selo → decisão.

    Registro
  4. Saída esperada

    Hipótese da próxima rodada e o registro do porquê da mudança.

Feche a rodada com um selo: forte, direcional ou inconclusivo.
Fechamento

O que você faria hoje se pudesse ver a reação do público ainda nesta sessão?

Aplicar o FFD